Vítima sofreu queimaduras

Foto: Divulgação/PMMG
Três pessoas foram presas em Araxá, no Alto Paranaíba, após agredirem um homem de 38 anos e tentarem abandonar o corpo com ajuda de um motorista de aplicativo. O crime ocorreu em uma fazenda na MG-428 na última sexta-feira (12).
A situação veio à tona quando um motorista de aplicativo, de 22 anos, acionou a Polícia Militar após transportar a vítima, que apresentava sinais graves de agressão, ao hospital. O homem estava com queimaduras, hematomas e cortes pelo corpo.
Segundo o relato da vítima à polícia, ela estava consumindo bebidas alcoólicas com dois homens, de 24 e 34 anos, e uma mulher, de 49, quando uma discussão resultou em violentas agressões, incluindo queimaduras.
* O motorista de aplicativo inicialmente realizou uma corrida às 17h, levando o homem de 24 anos até a propriedade rural onde sua mãe residia com o companheiro
* Por volta das 23h, o mesmo passageiro solicitou nova corrida para retornar à cidade
* Ao chegar à fazenda, o motorista presenciou os três suspeitos carregando a vítima, que apresentava múltiplas lesões e queimaduras nas pernas
* Um dos envolvidos solicitou ao motorista que deixasse o corpo “em qualquer lugar” e mostrou munições de arma de fogo como forma de intimidação
* O motorista, em vez de cumprir a ordem, acionou a PM e levou a vítima para atendimento médico
Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima precisou ser transferida para atendimento especializado em Uberaba. Durante a abordagem policial na fazenda, foi apreendida uma arma de fogo com quatro munições intactas.
A Polícia Civil informou que a perícia foi realizada no local para coletar evidências para a investigação. Os dois homens tiveram a prisão em flagrante confirmada por tentativa de homicídio e foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Os suspeitos alegaram inicialmente que a vítima era um trabalhador da fazenda e que houve uma discussão seguida de briga. A tentativa de homicídio, crime pelo qual foram presos, prevê pena reduzida de 6 a 20 anos de prisão, considerando que a morte não se consumou.