Motivação é ligada à obsessão por maternidade

Médica é indiciada como mandante do assassinato de farmacêutica em Uberlândia
A Polícia Civil de Uberlândia concluiu as investigações sobre o assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani, ocorrido em novembro de 2020, e indiciou a médica Claudia Soares Alves como mandante do crime. Além de arquitetar o homicídio, a médica teria falsificado documentos e tentado forjar um álibi.
O crime ocorreu quando Renata chegava para trabalhar em uma farmácia no Bairro Presidente Roosevelt. A vítima foi atingida por cinco disparos efetuados por Paulo Roberto Gomes da Silva, vizinho da médica em Itumbiara (GO), que fugiu de moto após o ataque.
* A polícia apurou que Claudia Soares Alves forneceu apoio logístico para o homicídio e destruiu provas durante a investigação
* Laudos periciais confirmaram a falsificação de prontuário médico e a tentativa de criar um álibi
* A motivação do crime estaria relacionada ao desejo obsessivo da médica em assumir a guarda da filha da vítima
* Claudia havia se casado com o ex-marido de Renata, mas o relacionamento durou apenas dois meses
* Claudia Soares Alves, de 42 anos, é neurologista e ex-professora da Universidade Federal de Uberlândia
* A médica já respondia por tentativa de sequestro de uma recém-nascida no Hospital de Clínicas da UFU
* Durante as buscas, a polícia encontrou na casa da suspeita um quarto rosa preparado para uma criança, com berço e boneca reborn
Tanto a médica quanto Paulo Roberto foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, pagamento e emboscada. Também respondem por uso de documento falso, fraude processual e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou pedido de liberdade da defesa de Claudia, que solicitava medidas alternativas como prisão domiciliar. O desembargador Jaubert Carneiros Jaques manteve a prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e o risco de fuga.
Claudia Soares Alves permanece detida na Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, enquanto o executor está no Presídio Professor Jacy de Assis. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais e à Justiça para as devidas providências legais.