Gustavo Gayer contesta indiciamento da PF
Ele e acusado de usar ONG para esquema
Deputado federal alega motivação política em indiciamento pela Polícia Federal e nega uso de recursos públicos em suposto esquema envolvendo ONG
O deputado federal Gustavo Gayer (PL) foi indiciado pela Polícia Federal e reagiu às acusações alegando motivação política. Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram, o parlamentar afirmou que o objetivo do indiciamento seria prejudicar sua possível candidatura ao Senado Federal.
A Polícia Federal indiciou Gayer por quatro crimes distintos relacionados a uma investigação envolvendo uma Organização Não-Governamental (ONG) em Cidade Ocidental. Os crimes apontados são:
* Associação criminosa
* Falsidade ideológica
* Falsificação de documento particular
* Peculato (desvio de dinheiro ou bens públicos)
De acordo com as investigações da PF, Gayer teria adquirido uma ONG com o objetivo de transformá-la em uma organização da sociedade civil de interesse público. Os investigadores apontam que o parlamentar pretendia direcionar recursos de emendas parlamentares para esta associação, que teria sido constituída com documentos falsos e tinha, inclusive, crianças em seu quadro social.
Em sua defesa, o deputado apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo Gayer, alguns assessores sugeriram ter uma ONG de orientação política de direita, argumentando que “só havia existia de esquerda”. O parlamentar afirma que não criaria uma organização, mas se dispôs a ajudar caso alguém já tivesse uma estabelecida.
“Aí, acharam um CNPJ. Não sei se é isso que fala. Só que ele estava todo embaralhado na contabilidade. Eu falei: “não. Eu ajudo”. Se for pagar um contador, se for pra pagar um dinheiro pra resolver essa questão, que vocês toquem e ajudem outras pessoas a fazerem as suas associações de direita”, declarou o deputado.
Gayer negou enfaticamente o uso de recursos públicos no caso, afirmando que “nunca foi passado 1 real de verba pública” e que não sabe se a ajuda à ONG foi efetivamente concretizada. Em comunicado posterior, através de sua assessoria, o parlamentar reiterou que a organização não recebeu emendas parlamentares e nem seria elegível para tal, acrescentando que “só usei emendas (parlamentares) no primeiro ano do meu mandato. Depois, nunca mais usei”.
O relatório da Polícia Federal foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que tem a competência para julgar processos envolvendo parlamentares em função do foro privilegiado.



