Ele contesta provas apresentadas pela polícia

Foto: Record TV/Reprodução
Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, suspeito de matar o gari Laudemir Fernandes em Belo Horizonte, concedeu entrevista ao programa Domingo Espetacular da Record, onde negou ser o autor do crime ocorrido em maio no bairro Vista Alegre.
Durante a entrevista, Renê Júnior afirmou que “seria um psicopata” quem cometesse tal ato, declarando: “Eu não sou esse cara que falar, pô, matou e foi para academia, eu fazia isso todo dia”.
* Em audiência realizada por videoconferência no 1º Tribunal do Júri Sumariante, Renê Júnior manteve sua posição de inocência, alegando que sua confissão inicial à polícia teria sido feita sob ameaça dos investigadores.
* A Polícia Civil e o Ministério Público sustentam que o suspeito desceu armado do veículo, ameaçou a equipe de coleta e efetuou um disparo intencional. A acusação é fundamentada em:
– Laudos periciais indicando tiro a curta distância
– Vídeos mostrando a dinâmica da abordagem
– Depoimento da motorista do caminhão de lixo
– Comportamento do suspeito após o crime, incluindo fuga e ida à academia
Renê Júnior contestou a identificação de seu veículo, alegando que “a placa do meu carro não foi filmada” e que existiriam “vários carros com final 7 em Minas”. Segundo ele, sua primeira prisão teria sido ilegal.
O suspeito também comentou sobre sua situação conjugal com Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, delegada afastada e ré por prevaricação: “Eu nem sei se eu tô casado ainda sendo sincero com você, porque de uma forma ou de outra eu acabei com a minha carreira com a dela e com uma vida, que é o mais importante”.
Por orientação de seus advogados, Renê Júnior limitou seus comentários sobre o incidente, afirmando apenas que “aconteceu um incidente” e negando ter mentido sobre estar armado no momento do crime.