Secretário da Fazenda alerta sobre déficit de R$ 30 bi em 2026
Governo intensifica esforços para arrecadação
Secretário-executivo do Ministério da Fazenda admite necessidade de adequação nas contas públicas e considera recorrer ao STF contra pautas-bomba
O Ministério da Fazenda identificou a necessidade de adequar R$ 30 bilhões nas contas públicas para 2026, conforme revelado pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. O governo intensifica esforços para aumentar a arrecadação e conter o avanço de pautas-bomba no Congresso Nacional, podendo inclusive recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), Durigan demonstrou otimismo quanto à situação. “Sigo muito otimista. Acho que nós não vamos ter problemas com pauta-bomba, não deveríamos ter. Se tiver alguma questão, a gente certamente vai proteger o estado brasileiro, a fazenda pública. Vamos procurar as vias judiciais, se necessário, mas espero que não seja necessário”, declarou.
O secretário-executivo destacou que o ministro Fernando Haddad tem mantido diálogo constante com parlamentares, incluindo representantes da oposição. “O ministro Haddad tem nos orientado a seguir um bom diálogo com o Congresso, em especial às pautas-bomba. O que a gente tem dito é: Não dá para depois de um esforço feito em conjunto, entre Executivo, Congresso e Judiciário, que a gente bote tudo isso a perder numa reta final de ano”, enfatizou Durigan.
A preocupação do governo se intensificou após o Senado aprovar, com 57 votos favoráveis e nenhum contrário, um projeto que estabelece aposentadoria especial para agentes de saúde, com impacto fiscal estimado em R$ 25 bilhões. Esta proposta é considerada uma pauta-bomba devido ao seu significativo impacto nas contas públicas.
Para equilibrar as contas, Durigan informou que a Fazenda busca a aprovação de outras propostas no Congresso. Entre elas, está a revisão de benefícios tributários, proposta indicada pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). “Gostaríamos de contar com R$ 20 bilhões de redução de benefícios tributários, e tem mais R$ 10 bilhões da MP 1303 , que a gente segue perseguindo para fechar as contas no ano que vem”, explicou.
O Ministério da Fazenda mantém-se empenhado em buscar soluções para equilibrar as contas públicas de 2026, combinando esforços para aumentar a arrecadação e conter gastos extras, enquanto mantém diálogo com o Congresso Nacional para evitar a aprovação de medidas que possam comprometer ainda mais o orçamento federal.



