Justiça determinou afastamento do terreiro

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Henrique Vorcaro Garcia, pai de santo e policial civil, foi preso e afastado de todas as atividades no Terreiro de Umbanda Omolokô Ilê Axé Guian, localizado no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Junto com sua auxiliar, Flávia Miriam Lima, ele é acusado de diversos crimes contra frequentadoras do local. As informações são do G1.
A 2ª Vara das Garantias determinou o afastamento após colher depoimentos que apontam uma série de crimes ocorridos dentro do terreiro. As vítimas relataram abusos sexuais sob pretexto de “limpeza energética”, além de violência física e psicológica.
* As vítimas relataram serem submetidas a toques íntimos e relações sexuais forçadas durante supostos rituais de limpeza espiritual
* Uma das mulheres denunciou ter sofrido queimaduras graves após ter álcool e fogo lançados sobre seu corpo durante um ritual
* Há relatos de participação direta da auxiliar Flávia Miriam Lima nos atos de abuso
* As frequentadoras também denunciaram humilhações públicas e cobranças financeiras consideradas abusivas
* Após deixarem o terreiro, as vítimas afirmam terem recebido ameaças de morte
A Justiça identificou indícios de ocultação de provas, incluindo a exclusão de comentários negativos sobre o terreiro em plataformas digitais. Testemunhas confirmaram episódios de violência e intimidação, incluindo o uso ostensivo de arma de fogo para gerar medo.
* Afastamento imediato dos investigados das atividades religiosas
* Suspensão do porte de arma
* Proibição de contato com vítimas e testemunhas
* Cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao terreiro e à residência do líder espiritual
A defesa alega ilegalidade nas medidas, afirma não ter tido acesso completo ao processo e denuncia perseguição, questionando a origem das denúncias. O caso, que tramita sob segredo de justiça, envolve investigação por estupro, violência sexual mediante fraude, importunação sexual, tortura, extorsão, ameaça e lesão corporal.
Em novembro, o Tribunal de Justiça manteve todas as medidas impostas e negou o pedido da defesa para revogar o afastamento, concluindo haver indícios robustos dos crimes e risco à integridade das vítimas. A investigação segue em andamento, e os acusados permanecem detidos e proibidos de retomar atividades no terreiro até nova decisão judicial.