Gleisi diz que suspensão de tarifa dos EUA é “vitória” de Lula
Para ela, movimento é “derrota de traidores”
Presidente americano recua e suspende sobretaxa de 40% em produtos como carne, frutas e café após negociações com Lula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada das tarifas extras de 40% sobre produtos brasileiros, incluindo carne, frutas e café. A decisão veio após negociações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando uma importante mudança na relação comercial entre os dois países.
A ministra Gleisi Hoffmann classificou a decisão como uma “vitória” do presidente Lula e uma “derrota de traidores”, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao deputado Eduardo Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas.
“Citando negociações com @LulaOficial, Trump anuncia a retirada das tarifas extras de 40% sobre a carne, frutas, café e outros produtos exportados pelo Brasil aos EUA”, declarou Gleisi nas redes sociais, destacando o papel da equipe de negociadores liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em coordenação com o Itamaraty.
O Ministério da Fazenda recebeu positivamente a decisão, ressaltando que o recuo beneficia produtos em que o Brasil é altamente competitivo. A lista de produtos beneficiados inclui café, carne bovina, suco de laranja, banana, açaí e castanha de caju. Alguns itens, como tomate e manga, terão um regime especial com isenção da tarifa adicional em períodos específicos do ano.
As tarifas haviam entrado em vigor em 6 de agosto, quando Trump citou uma suposta perseguição a Bolsonaro como justificativa. O processo de negociação teve um momento importante durante a Assembleia-Geral da ONU em setembro, quando Trump e Lula tiveram um breve encontro, descrito como de “excelente química”.
Na ordem executiva que revogou as tarifas, Trump mencionou um “avanço inicial” nas negociações entre os países e citou recomendações de oficiais do governo americano, especialmente sobre produtos agrícolas.
O senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, emitiu nota afirmando que o agronegócio não deve ser alvo de medidas de “cunho político” e que a nova decisão reconhece o Brasil como fornecedor “confiável, competitivo e parte essencial da segurança alimentar mundial”.



