Bolsonaro tem medicação suspensa após suposta confusão mental
Episódio de alucinação foi relatado
Equipe médica interrompeu tratamento do ex-presidente após episódio de alucinação relatado durante audiência de custódia
A equipe médica de Jair Bolsonaro (PL) tomou a decisão de suspender um medicamento do tratamento do ex-presidente após ele relatar um episódio de confusão mental. O boletim médico, assinado pelos médicos Claudio Birolini e Leandro Echenique, indica que a medicação prescrita por outra profissional apresentava potencial de interação com os remédios já utilizados por Bolsonaro para tratar crises de soluço.
O caso ganhou destaque após Bolsonaro relatar durante audiência de custódia que teve uma “alucinação” e uma “certa paranoia” na noite de sexta-feira, quando tentou romper a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda. O ex-presidente atribuiu o episódio ao uso conjunto dos medicamentos pregabalina e sertralina.
Efeitos dos Medicamentos
* A pregabalina é um anticonvulsivo utilizado para casos de ansiedade e dor crônica, tendo como efeitos colaterais mais comuns tontura, sonolência, visão turva e dificuldade de concentração.
* A sertralina, um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, é indicada para quadros depressivos e ansiosos, podendo causar náusea, diarreia, tremores e agitação.
De acordo com o boletim médico, o medicamento foi suspenso “imediatamente, sem sintomas residuais”, e os ajustes necessários foram realizados, retomando o esquema anterior de tratamento. O ex-presidente encontra-se estável clinicamente e passou a noite sem intercorrências.
A psiquiatra enfatiza que um surto psicótico não é uma consequência típica dessa combinação medicamentosa, embora pessoas com maior vulnerabilidade prévia possam apresentar episódios de aceleração psíquica com sintomas psicóticos durante o uso de antidepressivos como a sertralina.



