Antiga cúpula da PM do DF começa a ser ouvida pelo 8 de janeiro
STF inicia julgamento de sete policiais
Supremo Tribunal Federal inicia julgamento de sete policiais militares do DF acusados de omissão durante os ataques de 8 de janeiro
O STF (Supremo Tribunal Federal) dá início nesta sexta-feira ao julgamento de membros da antiga cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), acusados de omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro. O processo, que será analisado no plenário virtual entre 28 de novembro e 5 de dezembro pela Primeira Turma, tem como relator o ministro Alexandre de Moraes.
A denúncia envolve sete policiais militares, incluindo dois ex-comandantes-gerais e cinco oficiais que ocupavam posições estratégicas durante os ataques. As acusações baseiam-se em falhas na preparação da segurança e em evidências de simpatia ao movimento golpista, demonstradas em mensagens trocadas entre os acusados.
Réus e acusações
* O coronel Fábio Augusto Vieira, que era comandante-geral no dia dos ataques, e o coronel Klepter Rosa Gonçalves, então vice-comandante que assumiu após o afastamento de Vieira, estão entre os principais acusados.
* Os coronéis Jorge Naime Barreto e Paulo José Ferreira de Souza, que ocupavam respectivamente os cargos de chefe e subchefe do Departamento de Operações, também integram a lista de réus.
* Completam o grupo o coronel Marcelo Casimiro, ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional da Esplanada dos Ministérios, o major Flávio Silvestre Alencar e o segundo-tenente Rafael Pereira Martins, que lideravam pelotões do choque durante os eventos.
As acusações contra os réus são similares às atribuídas ao ex-presidente Bolsonaro e membros de seu governo, incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que ficou “comprovada a participação dos réus na disseminação de conteúdos antidemocráticos” e “estampada nos autos a proposital omissão dos denunciados quanto ao emprego de efetivo necessário da Polícia Militar para resguardar a segurança e impedir os atos de depredação às sedes dos Três Poderes”.
Em sua defesa, todos os sete acusados negaram as acusações e solicitaram absolvição durante as alegações finais.



