Heitor Rodrigues: ''Rompi o ligamento do joelho: o que fazer?''

Heitor Rodrigues: ''Rompi o ligamento do joelho: o que fazer?'' (Imagem: Magnific)
A lesão ligamentar pode causar dor, instabilidade e limitação dos movimentos; entenda quando a cirurgia é indicada e como funciona a reabilitação
A lesão ligamentar no joelho é muito comum durante a prática esportiva ou em atividades do dia a dia que envolvem a rotação do corpo sobre a perna ou movimentos laterais.
Os ligamentos são fundamentais para a estabilização do joelho, permitindo que a articulação realize seus movimentos de maneira natural. Uma lesão ligamentar pode provocar instabilidade articular, dor, sensação de falseio no joelho e até limitação da amplitude de movimento.

Ilustração mostra a anatomia do joelho e a ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) – Imagem: Reprodução
Os principais estabilizadores do joelho são o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e o Ligamento Cruzado Posterior (LCP). O LCA é o mais conhecido e também apresenta a maior incidência de rupturas. Quando ocorre a ruptura desses ligamentos, pode haver necessidade de intervenção cirúrgica.
A cirurgia de reconstrução ligamentar tem como objetivo restabelecer a estabilidade do joelho, aliviar os sintomas e prevenir o desenvolvimento de artrose. Quando há instabilidade, o joelho passa a realizar micromovimentos não naturais, gerando atrito ósseo e desgaste articular progressivo.
Por isso, a cirurgia costuma ser a principal indicação para pacientes jovens, ativos ou praticantes de atividades físicas que apresentam lesões nesses ligamentos. Já para pacientes idosos ou com baixa demanda funcional, a opção mais frequente é o tratamento conservador.
Pré e pós-operatório
Pré-operatório: A fisioterapia é realizada para preservar a mobilidade articular e auxiliar no ganho de massa muscular, uma vez que ocorre uma atrofia muscular previsível no período pós-operatório.
Pós-operatório: A fisioterapia, a reabilitação funcional e o fortalecimento muscular na academia são indispensáveis para alcançar um bom resultado.
De acordo com as evidências científicas mais recentes, o retorno às práticas esportivas só é liberado a partir de nove meses. Esse período é necessário para que o paciente recupere a mobilidade, a força muscular e os estímulos proprioceptivos relacionados aos movimentos de rotação. Tentar acelerar esse processo aumenta significativamente o risco de uma nova ruptura (relesão).



