Americano detido na Rússia volta aos EUA

Foto: Wikimedia Commons
Stephen Hubbard, americano detido na Rússia por suposto combate pela Ucrânia, voltou aos EUA após anúncio de Putin
Stephen Hubbard, um americano que passou quatro anos detido na Rússia sob acusação de combater ao lado da Ucrânia, retornou aos Estados Unidos. A confirmação foi feita pelo seu advogado nesta quinta-feira (22), após o presidente russo Vladimir Putin anunciar a libertação do cidadão americano durante o encontro com o enviado americano Steve Witkoff, em São Petersburgo. "Ele já pousou" nos Estados Unidos, declarou à AFP o advogado Martin De Luca, sem fornecer detalhes adicionais sobre as circunstâncias do retorno. O presidente Donald Trump publicou na manhã desta quinta-feira fotografias nas quais Stephen Hubbard aparece sorridente ao lado de Witkoff. Em outra imagem, Hubbard, um professor de inglês aposentado com mais de 70 anos, posa com várias pessoas não identificadas a bordo de uma aeronave de pequeno porte, segurando uma bandeira americana junto com dois integrantes do grupo.
Trump afirmou que Stephen Hubbard foi libertado sem que os Estados Unidos precisassem aceitar uma troca de prisioneiros. No entanto, o presidente republicano flexibilizou algumas sanções contra a Rússia antes da libertação e também concordou em comprar diesel russo, medida que beneficia a capacidade financeira do Kremlin para sustentar sua invasão da Ucrânia. A reunião entre Witkoff e Putin na quarta-feira teve desdobramentos além da libertação de Stephen Hubbard. Após o encontro, o líder russo sinalizou a disposição de Moscou de retomar as negociações com Kiev e Washington para pôr fim à guerra, iniciada com a invasão russa da Ucrânia em 2022. Stephen Hubbard vivia na cidade ucraniana de Izium quando as forças russas o capturaram, em 2022, segundo seus familiares e advogados. Em 2024, foi condenado a quase sete anos de prisão, acusado de atuar como "mercenário" para Kiev. Hubbard nega as acusações. Um cidadão ucraniano que esteve preso com Stephen Hubbard afirmou à AFP que o americano sofreu torturas durante o período de detenção.



