Coordenador de campanha de Flávio diz a Fachin que não haverá "vingança" ao STF

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) © G. Dettmar/ CNJ
Senador diz que não haverá "espírito de vingança" contra ministros do STF, mas alerta que o Senado não se omitirá diante de crimes de responsabilidade
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que não haverá "espírito de vingança" contra os ministros da Corte na próxima legislatura nem em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi feita após uma reunião entre o senador e Fachin na sede do STF, quando Marinho falou com jornalistas sobre os temas abordados no encontro. Apesar do tom conciliatório, Rogério Marinho fez uma ressalva importante: caso sejam verificados crimes de responsabilidade por parte dos ministros, "o Senado não vai se omitir".
O senador criticou a atual gestão do Senado, sob condução de Davi Alcolumbre (União-AP), apontando omissão da Casa ao deixar de analisar os pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do STF. Nos bastidores do Congresso, circulam comentários de que Rogério Marinho poderia disputar a presidência do Senado no próximo ano. O cargo tem relevância direta no tema, já que cabe ao presidente da Casa aceitar ou rejeitar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do Supremo.
Durante o encontro com Fachin, Rogério Marinho também relatou preocupação com o que chamou de "intervenção continuada" de ministros do STF na Justiça eleitoral, citando como exemplos os casos do Rio de Janeiro e de Roraima. "Quem ganhar eleições precisa ser empossado", destacou o senador ao abordar o tema. Além disso, Rogério Marinho apontou que o mecanismo utilizado para a escolha do relator de petições protocoladas no Supremo deixou de ser uma exceção e "está se tornando regra", sinalizando preocupação com a prática adotada pela Corte.