Avião da Gol colide com pássaro e turbina solta faíscas em Recife

Episódio aconteceu na tarde desta segunda-feira (05). • Reprodução | Redes Sociais
Avião da Gol retornou ao Recife após colisão com pássaro que causou faíscas em turbina; voo G3 1587 foi cancelado
Uma turbina de um avião da Gol soltou faíscas durante um voo entre Recife, em Pernambuco, e Guarulhos, em São Paulo, após uma colisão com um pássaro logo após a decolagem.
A aeronave precisou retornar ao Aeroporto Internacional do Recife na tarde desta segunda-feira (05), pousando normalmente sem que houvesse risco aos passageiros a bordo.
O episódio, conhecido tecnicamente como "birdstrike", foi registrado por moradores da região em vídeos publicados nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver uma das turbinas da aeronave soltando faíscas, o que dá a impressão de um incêndio tomando conta da estrutura.
A Gol, no entanto, negou que tenha ocorrido qualquer incêndio, afirmando que o que foi registrado foram apenas "faíscas momentâneas" provocadas pela colisão com a ave, sem que houvesse fogo no motor ou risco aos passageiros.
O pouso do voo G3 1587 ocorreu às 13h47, conforme informou a Aena, empresa responsável pela administração do terminal. A administradora do aeroporto também confirmou que o aeroporto operava normalmente e que não houve declaração de emergência durante o retorno da aeronave.
Após o pouso, os passageiros desembarcaram e o avião permaneceu em solo para avaliação. A Gol informou que, após a aterrissagem, a aeronave envolvida foi retirada de operação para avaliação e manutenção.
Como consequência da ocorrência, o voo foi cancelado. A companhia classificou o pouso como normal e afirmou que todos os procedimentos foram realizados com foco na segurança.
Os passageiros afetados pelo cancelamento receberam assistência da companhia, conforme as regras estabelecidas pela Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Segundo a Gol, os clientes foram acomodados em outros voos da própria empresa ou de companhias parceiras.
O incidente reforça a importância dos protocolos de segurança adotados pelas companhias aéreas diante de ocorrências como o "birdstrike", que, apesar de relativamente comuns na aviação, podem gerar situações de risco quando não tratadas com os devidos procedimentos.