Flávio Bolsonaro diz que adesões de partidos não se baseiam em acordos

Candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) - Foto: Breno Esaki/Metrópoleds
Candidato do PL afirma que adesões de PP, União Brasil e Novo são baseadas em convergência programática, não em acordos
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, negou nesta quarta-feira, 7, ter negociado condições para os apoios partidários que vem recebendo. Até o momento, o senador conquistou o endosso de PP, União Brasil e Novo, além de manter conversas com Republicanos e Podemos para possível adesão no segundo turno. Após encontro com integrantes do Novo, Flávio Bolsonaro declarou a jornalistas que os apoios têm sido construídos com base em convergência de ideias. "O apoio tem sido programático... Esse é o critério que adotaram. Muitos individualmente já estavam caminhando comigo no primeiro turno, mas agora é um momento ainda mais importante, em que há essa aderência oficial em conjunto, de uma forma programática", afirmou.
Sobre a adesão do Novo, Flávio Bolsonaro disse ter ficado "feliz" com o crescimento das bancadas do partido no Congresso — a sigla elegeu dez deputados federais e três senadores. "É um partido que vem para somar muito, não apenas agora, nessa campanha, mas se Deus quiser também, na constituição do novo Brasil que virá", declarou. Segundo Flávio Bolsonaro, já houve conversas com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, que está em fase de consulta aos integrantes da sigla para decidir sobre um apoio no segundo turno. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, também comemorou os resultados eleitorais e afirmou que, com maioria, a direita conseguirá "trocar presidente do Senado", atualmente ocupado por Davi Alcolumbre (União-AP). As negociações para a eleição do comando da Casa Alta já foram iniciadas, e o PL tem interesse em eleger Rogério Marinho (PL-RN).
Flávio Bolsonaro também se posicionou sobre a Medida Provisória (MP) que proíbe as bets, evitando dizer se votará contra ou a favor do texto, mas criticando a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, o governo "agrediu" os clubes de futebol e a segurança jurídica com a medida. "Ele agrediu a segurança jurídica, agrediu os clubes, diversas empresas. Imagina a loja que vende camisa de time pelo Brasil inteiro, tendo que jogar fora o seu estoque, porque na camisa tem a propaganda de uma bet", declarou. Flávio Bolsonaro sinalizou a intenção de manter o funcionamento das bets reguladas, fazendo uma distinção entre operações legais e ilegais. "Temos que distinguir essa situação. As bets ilegais têm que ser proibidas de verdade, não são fiscalizadas pelo atual governo. O governo tomou o dinheiro dessas empresas bets reguladas que pagaram caro para entrar no mercado, para estarem reguladas. E do nada, o cara dá uma canetada", afirmou. Flávio Bolsonaro já havia prometido, caso eleito, proibir cassinos online, mas sinalizou que pretende manter as bets reguladas em funcionamento.