Cleitinho diverge de Flávio e apoia fim da escala 6x1 no Senado

Governador eleito de Minas diverge de Flávio Bolsonaro e defende votação imediata da PEC que acaba com a escala 6×1
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), reafirmou nesta quinta-feira (8/10) seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, mas deixou clara sua discordância em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. O texto está sendo analisado pelo Senado desde esta semana. Cleitinho declarou que a matéria já deveria ter sido votada e defendeu que a votação ocorra o quanto antes. "E eu espero estar como senador pra ter o prazer de poder votar", destacou.
A posição do mineiro diverge da oposição, que defende adiar a discussão sobre o tema. O recém-eleito governador afirmou ser "muito" a favor do fim da atual jornada de trabalho e disse não enxergar problemas na divergência com seu candidato ao Palácio do Planalto. Para justificar a discordância, Cleitinho recorreu a uma analogia pessoal ao falar com jornalistas ao final do encontro de Flávio Bolsonaro com governadores eleitos e que disputam o segundo turno. "Eu sou casado com minha esposa, sou apaixonado por ela e, de vez em quando, a gente também não concorda um com o outro. Então, nem sempre a gente vai concordar com tudo", disse o governador eleito. Ao se posicionar sobre o tema, Cleitinho ainda negou que a votação tenha potencial para interferir no resultado do segundo turno das eleições. Além disso, criticou o Congresso e afirmou que os parlamentares estão em recesso desde julho, "sem produzir nada".
O Senado começou a discutir a PEC que prevê o fim da escala 6×1 na terça-feira (6/10), após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir avançar com o tema. Segundo Alcolumbre, o rito regimental será devidamente seguido, sendo necessárias cinco sessões de discussão antes que a matéria seja liberada para votação. A primeira sessão foi marcada pelo esvaziamento da oposição, com presença majoritária de senadores da base aliada do governo. Nesta quinta-feira (8/10), está marcada a terceira rodada de discussão, e a previsão dos governistas é que a votação seja realizada na próxima semana.