Jovem marroquino é achado embaixo de ônibus de time de futebol da Espanha

Jovem marroquino viajou oculto no compartimento inferior do ônibus do Valladolid de Ceuta até a Península Ibérica
Um menor marroquino viajou escondido na parte inferior de um ônibus do Real Valladolid, clube espanhol da Segunda Divisão, percorrendo o trecho de Ceuta até a Península Ibérica sem ser detectado por horas. O jovem imigrante só foi descoberto depois que jogadores da equipe ouviram ruídos estranhos vindo da parte de baixo do veículo, após o ônibus já ter percorrido vários quilômetros em território peninsular.
O Valladolid retornava na madrugada desta segunda-feira (21) para sua cidade, no centro da Espanha, após disputar no domingo (20) uma partida da Segunda Divisão espanhola no campo do Ceuta, que terminou empatada em 1 a 1. Foi durante essa viagem de volta que o caso veio à tona, conforme informaram fontes do clube espanhol à AFP. O ônibus fez uma parada em uma área de serviço, momento em que os jogadores decidiram investigar os ruídos e encontraram o menor escondido no eixo das rodas traseiras do veículo. O jovem havia viajado no compartimento inferior durante toda a travessia de balsa de Ceuta até a península, além de mais cem quilômetros de estrada, até que finalmente pediu ajuda.
A própria delegação do clube de Valladolid prestou os primeiros socorros ao menor, oferecendo comida, água e roupa enquanto aguardavam a chegada da Guarda Civil. Os agentes assumiram a responsabilidade pelo jovem, e a equipe pôde então seguir viagem até Valladolid. Esse caso se soma a outros registrados nos últimos anos, em que imigrantes tentam passar de Ceuta para a península escondidos em diferentes veículos que fazem a travessia pelo Estreito de Gibraltar.
A situação em Ceuta se tornou ainda mais delicada após os dias 30 e 31 de julho, quando dezenas de milhares de imigrantes provenientes do Marrocos tentaram entrar em massa no enclave espanhol. A maioria retornou horas depois, mas vários milhares permaneceram em Ceuta, onde a situação foi se deteriorando, gerando tensões e manifestações quase diárias da população local, que exige um retorno à normalidade.