TRE-RJ indefere 15 candidaturas suspeitas de vínculo com milícias

Foto: TSE/Reprodução
Tribunal barrou candidatos com indícios de vínculos com milícias e aplicou a tese de "milícia de gravata" em cinco casos
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu ao todo 15 candidaturas nas eleições municipais por indícios de vínculos com organizações criminosas. Entre os postulantes barrados estão três candidatos a deputado federal e um a suplente de senador, além de candidatos a outros cargos eletivos no estado. De acordo com o tribunal, oito dessas candidaturas foram indeferidas apenas na sessão realizada na segunda-feira (14). Cinco delas foram rejeitadas pela aplicação da tese de "milícia de gravata", que abrange organizações criminosas voltadas à prática de crimes contra a administração pública.
Os demais candidatos tiveram o registro negado por suspeita de envolvimento com milícias, organizações paramilitares que impõem controle armado sobre comunidades fluminenses. Os outros sete candidatos já haviam tido o registro indeferido por envolvimento com milícias em julgamentos anteriores ao da última segunda-feira, totalizando os 15 casos registrados pelo TRE-RJ. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, divulgou nota em nome do tribunal reafirmando a postura da Corte diante de candidaturas com suspeita de ligação com o crime organizado, seja o tráfico de drogas ou as milícias.
Segundo ele, não há qualquer tolerância nesses casos. "agiu com rigor para proteger a democracia. Não é possível permitir que as organizações criminosas se apossem das estruturas de poder do estado pela via eleitoral." Os indeferimentos do TRE-RJ reforçam o papel da Justiça Eleitoral no combate à infiltração do crime organizado no processo democrático, impedindo que grupos paramilitares e organizações criminosas utilizem as eleições como instrumento de expansão de poder.