Airbnb movimentou R$ 113 bi no Brasil em 2025

Foto: Reprodução/Airbnb
Estudo da FGV Projetos aponta que o Airbnb contribuiu com R$ 62,8 bi ao PIB e sustentou mais de 700 mil empregos no país
O Airbnb movimentou R$ 113,2 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo estudo elaborado pela FGV Projetos. A atividade de aluguel por temporada contribuiu com R$ 62,8 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e sustentou 703,9 mil postos de trabalho no país. Os dados integram o levantamento "Impactos e benefícios econômicos do Airbnb no Brasil - Edição 2026", que consolida os resultados de 2025. A pesquisa estima ainda a geração de R$ 31,7 bilhões em renda e R$ 9 bilhões em tributos diretos ao longo do ano. Em comparação com 2024, a movimentação econômica associada ao aluguel por temporada cresceu 13,4%. Um dos principais efeitos apontados pelo estudo é a capacidade de distribuir os gastos dos visitantes por diferentes setores da economia.
Para cada R$ 10 desembolsados nas acomodações da plataforma, outros R$ 45 são movimentados na cadeia produtiva dos destinos. Os recursos gerados pelo Airbnb não ficam restritos ao setor de hospedagem. Segundo a pesquisa, 57,9% da movimentação econômica ocorreu no setor de serviços, enquanto o comércio respondeu por 24,8%, a indústria por 14,8% e a agricultura por 2,5%. Os gastos dos hóspedes representam 85% do impacto econômico total, e os outros 15% correspondem aos recursos recebidos pelos anfitriões e posteriormente reinseridos na economia. Essa circulação alcança segmentos como alimentação, transporte, comércio, entretenimento, moradia, saúde, educação, telecomunicações e serviços financeiros.
Outro ponto destacado pelo estudo é a distribuição dos efeitos econômicos para além dos grandes centros turísticos. Em São Paulo, por exemplo, o Airbnb movimentou R$ 22 bilhões em 2025, sendo que 65,3% desse valor ocorreram fora da capital. No Sudeste, aproximadamente 59% dos R$ 61,5 bilhões movimentados ficaram fora de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Segundo a análise da FGV Projetos, o aluguel por temporada via Airbnb também alcança municípios de menor porte e áreas sem ampla oferta de hotéis convencionais, permitindo que os recursos gerados pelos visitantes cheguem a diferentes localidades e setores da economia. Entre os municípios avaliados, o Rio de Janeiro registrou o maior impacto econômico em 2025, com R$ 12 bilhões movimentados. A cidade também contabilizou R$ 6,73 bilhões de contribuição para o PIB e sustentou 73.455 postos de trabalho. São Paulo aparece em seguida, com R$ 11,67 bilhões, enquanto Florianópolis movimentou R$ 5,05 bilhões. Salvador e Curitiba registraram R$ 2,12 bilhões cada. Os dados reforçam o papel do Airbnb como vetor de distribuição econômica no Brasil, com impactos que vão além das grandes capitais e atingem diferentes setores produtivos do país.