Missão diz ser vítima de tentativa de filiação fraudulenta de Flávio

Fonte: Flickr
Partido Missão afirma ter alertado o TSE sobre tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro e anuncia providências junto à PF
O Partido Missão declarou ter sido "vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta" envolvendo o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. A legenda afirmou, em nota oficial, ter comunicado o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o ocorrido e que tentou cancelar a filiação no mesmo dia em que detectou a irregularidade, mas a "ação foi rejeitada" pelo tribunal. Segundo o Missão, o gabinete de Flávio Bolsonaro tinha conhecimento da fraude desde o dia 2 de agosto. O partido, liderado por Renan Santos — rival de Flávio no pleito de outubro —, afirmou que "consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos", indicando que a comunicação foi feita, porém ignorada.
Em sua nota, a legenda foi enfática ao anunciar as medidas que está tomando diante do episódio: "A Missão já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos. Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades." Além de repudiar a suposta fraude, o Missão aproveitou a nota para criticar diretamente o senador e deixar claro que não tem interesse em tê-lo em seus quadros. "Não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção", concluiu o comunicado. O caso envolve, portanto, não apenas uma disputa jurídica e eleitoral, mas também um embate político entre o Missão e Flávio Bolsonaro, com o partido sinalizando que pretende responsabilizar os envolvidos na suposta tentativa de filiação irregular.