
Carcaças de carne bovina em um frigorífico - © Divulgação/Abiec
A União Europeia concordou em realizar uma análise segregada das exportações de carne do Brasil, avaliando proteína por proteína o cumprimento das normas sanitárias do bloco. A informação foi confirmada após reunião realizada na manhã desta quarta-feira (13) com o embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, chefe da delegação brasileira junto à União Europeia.
Como desdobramento do encontro, o Ministério da Agricultura terá um prazo de dez dias para enviar a Bruxelas documentos adicionais que comprovem as garantias de não utilização de antimicrobianos por produtores brasileiros. A medida é considerada pelas autoridades brasileiras um primeiro avanço nas negociações, já que a União Europeia deixa de tratar todas as proteínas animais de forma uniforme e passa a analisar cada produto individualmente.
A decisão ganha relevância diante do cenário que estava sendo desenhado. Inicialmente, a exclusão do Brasil da lista de países que cumprem as regras da União Europeia poderia afetar diversos segmentos do agronegócio nacional. O regulamento ameaçava banir, a partir de 3 de setembro, exportações de carne bovina, aves, ovos, peixes, embutidos, animais vivos e mel.
Na pior das hipóteses, caso o Brasil não consiga evitar um eventual fechamento do mercado europeu, o país ainda poderá trabalhar para excluir determinados segmentos das futuras restrições, limitando os impactos sobre a cadeia produtiva nacional.