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O setor de locação de veículos registrou faturamento recorde em 2025, com Minas Gerais movimentando R$ 7 bilhões do total nacional. De acordo com o diretor executivo do Sindloc-MG, Leonardo Soares, o estado superou a marca de 1 milhão de veículos na frota e se destaca pela renovação constante dos automóveis, com idade média de apenas 16,4 meses.
O segmento de motocicletas apresentou crescimento expressivo de 81,1% no último ano, e a expectativa para 2026 é de novo avanço de 10% no faturamento, impulsionado pela recomposição de preços. Além do desempenho do setor de locação, outras movimentações econômicas chamam atenção no estado. Os shoppings de Belo Horizonte aplicaram, em maio, um reajuste de 9,52% na tarifa-base do estacionamento, que passou de R$ 21 para R$ 23 por hora.
A mudança também incluiu a redução do período promocional de quatro para três horas, o que pode elevar o custo total para R$ 46 em estadias mais longas. O superintendente da Aloshopping/MG, Marcelo de Oliveira Nunes da Silveira, e o coordenador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, alertam que a medida desencoraja a permanência dos clientes e prejudica o faturamento das lojas físicas. O setor de construção pesada também enfrenta desafios.
O aumento do Cimento Asfáltico de Petróleo, impulsionado pela alta internacional do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio, preocupa empresas do segmento. Segundo Emir Cadar Filho, presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e CEO da Cadar Engenharia, a Petrobras elevou os preços em 20% na média das refinarias. Na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, o reajuste chegou a 21,1%, o que deve levar diversas empresas a solicitarem o reequilíbrio econômico-financeiro de seus contratos.
O cenário econômico mineiro em 2025 reflete tanto o dinamismo de setores em expansão, como a locação de veículos liderada pelo Sindloc-MG, quanto os desafios impostos por reajustes de custos que afetam o comércio e a infraestrutura do estado.