
Flávio Bolsonaro, Silas Malafaia e outros políticos participaram de culto que motivou ação por suposta propaganda antecipada - Foto: Reprodução/Instagram Silas Malafaia
O pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornaram-se alvo de uma denúncia apresentada ao Ministério Público Eleitoral após um culto realizado no último domingo (3), no Rio de Janeiro. O evento gerou controvérsia ao misturar celebração religiosa com declarações de apoio político.
Durante a celebração na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), Silas Malafaia interrompeu o culto para declarar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. O pastor também convocou outros políticos ao altar e conduziu uma oração em favor dos presentes.
A representação foi protocolada pela Associação Movimento Brasil Laico, que aponta possível propaganda eleitoral antecipada, além de abuso de poder religioso e econômico. A entidade argumenta que o evento utilizou a estrutura da igreja para promover pré-candidatos, o que configuraria uso indevido do espaço religioso para fins políticos.
Além de Silas Malafaia e Flávio Bolsonaro, a ação inclui outros nomes que participaram do ato, como Douglas Ruas, Cláudio Castro, Sóstenes Cavalcante e Marcelo Crivella, todos presentes durante a celebração na ADVEC.
O pedido solicita a preservação de provas, a aplicação de multas e, nos casos considerados mais graves, a inelegibilidade dos envolvidos por até oito anos.
A representação também inclui solicitação para apuração sobre eventual desvio de finalidade da instituição religiosa, verificando se a igreja teria sido utilizada de forma irregular para fins eleitorais.
O caso será analisado pelo Ministério Público Eleitoral, que decidirá sobre a abertura ou não de uma investigação formal sobre os fatos relatados.
