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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que os Estados Unidos concluíram suas operações ofensivas contra o Irã. A informação foi comunicada oficialmente ao Congresso, quase um mês após o início de um cessar-fogo entre as partes envolvidas no conflito.
"A operação (Epic Fury) está encerrada tal como o presidente informou ao Congresso. Concluímos essa fase", disse Rubio a jornalistas na Casa Branca. O governo Trump tinha um prazo de 60 dias, a partir do início das hostilidades, para comunicar o Congresso sobre a guerra — conflito que foi iniciado, junto com Israel, sem que houvesse solicitação prévia de autorização ao Legislativo.
Além do encerramento das operações contra o Irã, Rubio também abordou a situação entre Israel e o Líbano, afirmando que um acordo de paz entre os dois países é possível, mas apontando o grupo militante Hezbollah como o principal obstáculo.
"De modo geral, acho que um acordo de paz entre o Líbano e Israel pode ser alcançado em breve, e deve ser", declarou o secretário de Estado. "O problema com Israel e o Líbano não é Israel ou o Líbano, é o Hezbollah", acrescentou.
O governo libanês busca um acordo permanente com Israel, aliado dos EUA, que ponha fim a um ciclo repetido de invasões e ataques israelenses. Israel, por sua vez, sustenta que qualquer acordo deve incluir o desarmamento definitivo do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
Rubio alinha sua posição à dos israelenses: "O que precisa acontecer no Líbano, o que todos querem ver, é um governo libanês com a capacidade de ir atrás do Hezbollah e acabar com o Hezbollah", afirmou o secretário americano.
O contexto regional se agravou após Israel intensificar os ataques aéreos ao Líbano, em resposta ao disparo de mísseis pelo Hezbollah contra território israelense em 2 de março — três dias após o início do conflito entre EUA, Israel e Irã. Na sequência, Israel ampliou sua invasão terrestre e os ataques no sul do Líbano.
Teerã afirma que qualquer acordo para encerrar a guerra mais ampla contra o Irã deve também interromper os ataques israelenses no Líbano. Washington, no entanto, trata as duas questões como assuntos separados.