
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
O setor de serviços do Brasil registrou uma aceleração em abril, impulsionado pela retomada do crescimento das vendas. No entanto, a guerra no Oriente Médio pressionou os custos de insumos das empresas, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI), divulgada nesta quarta-feira pela S&P Global. O PMI do setor de serviços subiu para 52,3 em abril, ante 50,1 em março.
Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade, sinalizando que o setor retomou um ritmo mais robusto de crescimento após o resultado mais modesto do mês anterior. O avanço da produção foi puxado por ganhos em novos negócios, que se recuperaram após uma queda registrada em março, mesmo diante da elevação dos preços de venda praticados pelas empresas. A taxa de inflação dos preços cobrados foi a mais forte em mais de um ano, reflexo do repasse aos clientes dos aumentos nos custos de insumos. Os preços dos insumos subiram em abril no ritmo mais intenso desde fevereiro de 2025.
As empresas consultadas apontaram que a guerra no Oriente Médio levou fornecedores a reajustarem seus preços de tabela, com destaque para combustível, energia, transporte e diversos materiais. O otimismo em relação ao aumento dos níveis de atividade nos próximos 12 meses levou os fornecedores de serviços a ampliar o quadro de funcionários pelo terceiro mês consecutivo. O nível geral de confiança atingiu o maior patamar em 11 meses, sustentado pela expectativa de recuperação contínua da demanda, por melhores condições econômicas e por uma dinâmica de mercado mais estável após as eleições presidenciais.
Com expansões tanto no setor industrial quanto no de serviços, o setor privado brasileiro voltou a crescer em abril. O PMI Composto subiu para 52,4, ante 49,9 em março, marcando o ritmo mais forte desde março de 2025.