
Foto: Reprodução
Os corpos de quatro mergulhadores italianos que desapareceram em uma caverna submersa nas Maldivas foram recuperados pelas autoridades locais. As vítimas estavam a 60 metros de profundidade dentro de uma caverna no Atol de Vaavu e foram encontradas em uma operação conjunta com mergulhadores da Finlândia e das Maldivas, conforme informado ao canal britânico BBC.
Poucas horas antes da recuperação dos corpos, as autoridades das Maldivas haviam suspendido temporariamente as buscas após a morte de um socorrista militar que auxiliava no resgate, o que agravou ainda mais a tragédia.
As cinco vítimas desaparecidas foram identificadas:
- Monica Montefalcone, professora universitária, cujo corpo foi o primeiro a ser encontrado, ainda na quinta-feira, a quase 60 metros de profundidade, conforme informou o portal maldivo The Press, citado pela agência Ansa.
- Giorgia Sommacal, filha de Monica Montefalcone.
- Muriel Oddenino, integrante do grupo de mergulho.
- Gianluca Benedetti, também desaparecido na mesma descida.
- Federico Gualtieri, quinta vítima identificada no acidente.
A operação de busca mobilizou barcos, aeronaves e equipes de mergulho especializadas para alcançar o local de difícil acesso. **Um mergulho que terminou em tragédia** Os italianos desapareceram na quinta-feira (14), após deixarem o barco pela manhã perto de Alimathaa, no Atol de Vaavu. O grupo foi dado como desaparecido a partir do meio-dia. O porta-voz presidencial das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, destacou que a caverna é tão profunda que "mesmo mergulhadores com os melhores equipamentos evitam se aproximar" do local.
As condições climáticas eram descritas como desfavoráveis para mergulho, com alerta amarelo em vigor no momento do acidente. Funcionários locais classificaram o caso como o pior acidente de mergulho já registrado nas Maldivas, país formado por mais de mil ilhas de coral espalhadas pelo Oceano Índico. Especialistas levantaram hipóteses como toxicidade por oxigênio e pânico para explicar o que pode ter causado a tragédia.
O pneumologista Claudio Micheletto disse ao site italiano Adnkronos que "é provável que algo tenha dado errado com os cilindros", já que os cinco mergulhadores morreram na mesma descida, a cerca de 50 metros de profundidade. O acidente nas Maldivas chocou tanto as autoridades locais quanto a comunidade italiana, e as investigações sobre as causas exatas do desastre seguem em andamento.