
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19/5) que a economia brasileira segue resiliente mesmo diante de juros elevados. Durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, ele destacou que o baixo desemprego e a inflação no menor patamar da série histórica do país continuam pressionando as taxas de juros. "As taxas de juros estão num nível bastante restritivo comparando com outros países, mas a gente assiste a uma economia que vem demonstrando resiliência, desemprego baixo, renda crescendo e indicadores bastante pressionados, apesar dos juros elevados", declarou Galípolo durante a audiência no Senado.
O presidente do BC explicou o papel da taxa de juros como principal instrumento de controle da inflação. "O instrumento do BC para colocar a inflação na meta é a taxa de juros, e toda vez que esses indicadores mostram uma demanda pressionando a oferta colocando a inflação mais distante da meta, a resposta demandada do BC é colocar os juros num patamar mais restritivo", acrescentou. Galípolo também contextualizou o cenário atual lembrando o impacto da pandemia de 2020 sobre a economia global.
Segundo ele, a queda acentuada na atividade econômica levou os bancos centrais ao redor do mundo a reduzirem suas taxas de juros a níveis historicamente baixos. "Lá fora chegaram em patamares negativos e aqui no Brasil chegou próximo de 2%", ressaltou. Além das questões sobre juros e inflação, Galípolo também deve responder, durante a audiência na CAE, sobre o processo de liquidação do Banco Master conduzido pelo Banco Central.