
dólar
O Dólar abriu os negócios desta quarta-feira próximo à estabilidade, cotado a R$ 4,91, após encerrar a sessão anterior no menor valor frente ao real desde janeiro de 2024. O movimento acompanha a queda do preço do petróleo no mercado internacional, reflexo da redução das tensões no conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. No mercado comercial para venda, a moeda americana iniciou a sessão cotada a R$ 4,909, com variação negativa de apenas 0,08% em relação ao fechamento do dia anterior.
No acumulado do ano, o Dólar registra baixa de 10,6%, tendo recuado de R$ 5,49 para o patamar atual de R$ 4,91. O petróleo também operou em queda expressiva. Por volta das 9h, o contrato futuro com vencimento em julho do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, era negociado com baixa de 8,3%, a US$ 100,71, o menor patamar em duas semanas. O recuo está diretamente ligado aos sinais de distensão no conflito entre Washington e Teerã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na véspera que foram feitos "grandes progressos" rumo a um "acordo completo e final" com o Irã. Além disso, determinou uma pausa na operação americana de escolta a navios no Estreito de Ormuz, reforçando a percepção de avanço nas negociações diplomáticas. No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou a sessão anterior em alta de 0,62%, recuperando o patamar de 186 mil pontos, que havia sido perdido após uma sequência de pregões negativos.
O mercado repercute a temporada de balanços corporativos, com destaque para o Itaú Unibanco, maior banco privado do país, que reportou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta anual de 10,4%. A receita total no período foi de R$ 46,8 bilhões, valor 4,5% superior ao mesmo intervalo do ano anterior, quando somou R$ 44,8 bilhões. Outra notícia relevante do dia foi o anúncio do Grupo Pão de Açúcar (GPA) de um acordo com credores no âmbito do processo de recuperação extrajudicial. O acordo inclui dois anos de carência para pagamento de dívidas.
Com a operação, o GPA estima uma redução de mais de R$ 2 bilhões no endividamento e um alívio de caixa superior a R$ 4,5 bilhões nos próximos anos, ampliando a previsibilidade financeira e a capacidade de execução da companhia.