
Imagem ilustrativa de torneira com água - Foto: Pedro França / Agência Senado
Após uma semana de instabilidade que afetou centenas de bairros, o sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte voltou a operar normalmente. A Copasa confirmou, nesta sexta-feira (8/5), que todos os reservatórios da companhia já funcionam em "plena carga hidráulica", garantindo o fornecimento para as regiões impactadas pelo incidente em que uma égua caiu na adutora do sistema Rio das Velhas.
De acordo com a companhia, a estabilização total do sistema indica que eventuais registros de falta de água passam a ser "intercorrências pontuais e isoladas". A justificativa técnica para esses casos está no longo período em que a rede ficou despressurizada. "O que pode causar o travamento de válvulas ou a necessidade de pequenos ajustes de pressão em trechos finais de ruas", esclareceu a empresa em nota.
Para resolver esses problemas e garantir o atendimento a todos os clientes, equipes da Copasa seguem mobilizadas para tratar chamados individuais. A orientação é que moradores que ainda perceberem instabilidade entrem em contato pelos canais de relacionamento da empresa, para que técnicos realizem os ajustes necessários no local.
Os canais disponíveis são: site www.copasa.com.br, aplicativo Copasa Digital (Android e iOS), telefone 0800 0300 115 e WhatsApp (31) 9 9770-7000. A estatal também agradeceu a compreensão da população diante do que classificou como uma "ocorrência inédita e complexa", reforçando o compromisso com a transparência e a segurança sanitária da água distribuída.
Como tudo começou
O problema no abastecimento teve início na última segunda-feira (4/5), quando a égua Amora, de 7 anos, caiu em uma caixa de passagem da Copasa no bairro Paraíso, na região Leste de Belo Horizonte. O animal passeava com seu tutor, o pedreiro Rodrigo Aparecido, quando pisou em uma tampa que cedeu, provocando sua queda na estrutura. O episódio forçou a interrupção total do sistema Rio das Velhas.
O resgate foi complexo e exigiu o uso de drones e o desmonte de parte da tubulação até que o corpo do animal fosse localizado na madrugada de quarta-feira (6/5). Durante a crise, o superintendente de Operações Metropolitanas da Copasa, Ronaldo Serpa, explicou que a empresa trabalhava para entender a falha. "O que a gente tem de informação é que essa tampa estava quebrada no fundo da caixa. Essa caixa tem um nível um pouquinho superior ao nível do terreno, e a gente está tentando entender agora o motivo dessa tampa ter se quebrado em função do peso do animal", afirmou Serpa.
A Copasa garantiu que toda a água que teve contato com o animal foi integralmente descartada e que o sistema passou por um reforço na cloração antes de ser liberado para consumo, assegurando os padrões de potabilidade exigidos.