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As vendas do comércio eletrônico brasileiro no período promocional do Dia das Mães deste ano registraram queda de 3,3% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 14,7 bilhões. Os dados são de um levantamento da empresa de pesquisa de mercado Confi, que também apontou crescimento no volume de pedidos realizados no mesmo período. Apesar da retração no faturamento, o número de transações cresceu 11%, chegando a 53,5 milhões de pedidos.
A pesquisa da Confi considerou o intervalo entre 26 de abril e 10 de maio, a quinzena anterior ao Dia das Mães. "Na comparação com 2025, mais brasileiros foram às compras no digital para presentear as mães, mas a escolha do produto sofreu uma adaptação para caber no orçamento", afirmou Pedro Chiamulera, fundador da Confi, em comunicado à imprensa.
Segundo a Confi, a principal explicação para a queda no faturamento está na retração do tíquete médio, que recuou 13,2% e fechou em R$ 273,50. "A queda no faturamento é explicada diretamente pela retração do tíquete médio, que despencou 13,2% e fechou em R$ 273,50", acrescentou Chiamulera. A categoria de celulares e smartphones foi apontada pela Confi como a principal responsável por puxar o faturamento global do e-commerce para baixo, com retração de 19,5%, caindo de R$ 1,24 bilhão, em 2025, para R$ 999 milhões em 2026.
Outra categoria tradicional de alto custo que sentiu o impacto da adequação de orçamento foram as joias, que recuaram 31,3% no período. Em contrapartida, a Confi identificou uma migração das vendas para categorias de menor valor unitário. O segmento de moda, beleza e cuidados pessoais ganhou destaque, com a perfumaria registrando alta de 20% nas vendas, alcançando R$ 270 milhões.
A categoria de roupas faturou R$ 751 milhões, com crescimento de 9,5%, enquanto calçados avançaram 10,1%, chegando a R$ 444 milhões. Acessórios de moda e produtos para cabelo também mantiveram ritmo de alta, com crescimento de 10,1% e 8,9%, respectivamente, de acordo com a Confi.