
Reprodução Instagram Mariana Dantas
Uma nuvem gigante que se formou sobre o mar de Bertioga, no litoral sul de São Paulo, assustou banhistas que estavam na Praia de São Lourenço no último sábado (2/5). Vídeos publicados nas redes sociais mostram pessoas impressionadas com o fenômeno, que rapidamente viralizou e gerou debate sobre sua autenticidade.
Em uma das gravações que circulou nas redes, é possível ouvir duas pessoas conversando enquanto observam a cena. "Isso é uma tempestade?", pergunta uma delas. "O que é eu não sei, mas eu nunca vi. Minha filha tá lá na ponta com as amigas, eu falei "vem correndo"", responde a mulher.
Em outra publicação, uma banhista chamou o episódio de "Tsunami de nuvem", pela semelhança visual com as ondas altas que se formam durante movimentações intensas no oceano. O fenômeno também foi avistado de outros pontos do litoral paulista.
Uma turista relatou ter visto a formação da Praia de Guaecá, em São Sebastião: "Parecia o fim do mundo", comentou ela nas redes sociais.
A chamada "nuvem prateleira" gerou desconfiança entre internautas que viram as imagens. "Lindo demais! Tô achando que é IA! Não que eu duvide da beleza divina, mas é que hoje em dia tudo é IA", comentou um usuário em um post.
Diante das dúvidas, banhistas que presenciaram o fenômeno em Bertioga passaram a responder os céticos. "É real, eu estava lá hoje. Impressionou mesmo", disse o usuário Roberto Luiz.
Neide Senzi também foi uma das testemunhas a confirmar a veracidade das imagens: "Eu vi isto ao vivo, não é IA não. Foi assustador", disse ela nos comentários de uma publicação.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura em Bertioga neste domingo (3/5) deve ficar entre 14°C e 23°C, com muitas nuvens cobrindo o céu ao longo do dia e possibilidade de chuva isolada.
Um boletim técnico divulgado pelo Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (Unisanta) também aponta previsão de mar agitado na Baixada Santista para este domingo e segunda-feira (4/5), com ondas que podem superar 3 metros de altura e elevação do nível do mar, representando risco de alagamentos nas cidades da região.