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Um erro de digitação no Sistema de Necrópoles da Prefeitura de Belo Horizonte causou uma inconsistência nos registros oficiais relacionados ao enterro de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" de Daniel Vorcaro. O sistema mostrava incorretamente que ele havia sido enterrado em 8 de fevereiro, quase um mês antes de sua morte real, que ocorreu em 6 de março após uma tentativa de suicídio na cela da Polícia Federal.
O caso do "Sicário" ganhou notoriedade após sua prisão na operação Compliance Zero e subsequente morte. Conforme comunicado divulgado pela defesa, o óbito foi confirmado às 18h55 do dia 6 de março, após a conclusão do protocolo de morte encefálica. No entanto, o sistema da Prefeitura de Belo Horizonte registrava erroneamente seu enterro como tendo ocorrido em 8 de fevereiro.
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, responsável pelo Sistema de Necrópoles, confirmou o erro e informou que "a divergência no sistema Sinec ocorreu por erro de digitação no lançamento do dado. A informação já está sendo corrigida".
Os detalhes sobre os últimos momentos de Luiz Phillipi, o "Sicário", mostram que após ser detido pela Polícia Federal, ele tentou tirar a própria vida na cela da superintendência em Belo Horizonte, utilizando uma camisa. Agentes da PF realizaram manobras de reanimação por aproximadamente 30 minutos, e em seguida, ele foi transportado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para atendimento hospitalar.
Segundo apuração da reportagem da Itatiaia, "Sicário" chegou à unidade de saúde às 17h56. Inicialmente, foi encaminhado para a sala de politrauma, onde passou por diversos exames.
Posteriormente, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) localizada no térreo do hospital, área escolhida por ser mais restrita e com menor circulação de pessoas. Durante todo o atendimento médico, o paciente permaneceu sob forte escolta policial.
O erro no sistema oficial da prefeitura destaca a importância da precisão nos registros públicos, especialmente em casos de grande repercussão como o de Luiz Phillipi, o "Sicário", figura associada a Daniel Vorcaro em investigações policiais.