
Foto: Camilla Alcântara / divulgação
Ricardo Couto extingue 3 subsecretarias e exonera mais de 300 comissionados no governo do Rio de Janeiro O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, determinou a extinção de três subsecretarias da Secretaria Estadual da Casa Civil e a exoneração de 306 funcionários comissionados. A medida, publicada no Diário Oficial do RJ nesta sexta-feira (17), faz parte de um processo de reorganização administrativa do governo estadual.
Na quinta-feira (16), uma edição extra do Diário Oficial já havia publicado a exoneração de 153 funcionários. De acordo com apurações, parte dos exonerados seria de funcionários "fantasmas". A maioria não passou por concurso público, não recebeu crachá de identificação e não possui acesso ao Serviço Eletrônico de Informações (SEI), sistema responsável pelo acesso a documentos e processos eletrônicos da administração estadual.
As subsecretarias extintas por Ricardo Couto são: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais, Subsecretaria de Gastronomia e Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
Todas essas áreas haviam sido criadas ou reestruturadas entre 2024 e 2025, durante a gestão anterior. Com a publicação do novo decreto, todos os cargos vinculados a essas unidades foram automaticamente extintos. Os atos publicados no Diário Oficial detalham as 306 exonerações de comissionados da Casa Civil, que incluem diversos níveis hierárquicos como ajudantes, assistentes, assessores, coordenadores, superintendentes e subsecretários-adjuntos. É importante ressaltar que nenhum servidor efetivo foi exonerado nesta ação.
Segundo informações do governo estadual, a mudança tem como principal objetivo enxugar a máquina pública e concentrar as atividades administrativas em estruturas que já existem, buscando maior eficiência na gestão. Além dessas exonerações, o governo do Rio de Janeiro também iniciou uma auditoria abrangente nos gastos públicos. Essa ação prevê a análise de mais de 6,7 mil contratos ativos, que juntos somam mais de R$ 81 bilhões. A iniciativa faz parte de um pacote de medidas que o atual governo classifica como um "choque de transparência" na administração pública estadual.
As medidas tomadas por Ricardo Couto representam uma significativa reestruturação administrativa no governo do Rio de Janeiro, com foco na redução de gastos e na otimização da máquina pública estadual.