
Lula e Flávio Bolsonaro
O fim da janela partidária na sexta-feira (3) não trouxe clareza sobre os palanques políticos em Minas Gerais, deixando incertezas tanto para os apoiadores de Lula (PT) quanto para os de Flávio Bolsonaro (PL). O cenário permanece indefinido com movimentações significativas, como a filiação do ex-presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, ao PL, e a entrada do senador Rodrigo Pacheco para o PSB, sem confirmação de candidatura ao governo mineiro.
A situação no campo bolsonarista mostra-se complexa após a janela partidária. O PL, partido do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou o ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Flávio Roscoe, como possível candidato ao Executivo estadual. No entanto, Roscoe não confirma oficialmente sua candidatura, apesar de ter manifestado interesse anteriormente em disputar o governo, seja como cabeça de chapa ou vice.
Outro nome recém-chegado à legenda que pode compor uma chapa majoritária é o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli. A complexidade aumenta com a ida do senador Carlos Viana para o PSD, o que complica uma potencial aliança com o PL, cujo presidente estadual, Domingos Sávio, é pré-candidato ao Senado. Adicionalmente, Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Estado de Governo de Mateus Simões (PSD), também é considerado pré-candidato ao mesmo cargo, o que afastaria a possibilidade da chapa sucessória de Romeu Zema (Novo) incluir o partido de Jair Bolsonaro.
Parte do PL defende ainda a possibilidade de apoiar a pré-candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo estadual, embora o senador também não confirme se disputará o Palácio Tiradentes nesta eleição.
No campo da esquerda, o palanque de Lula permanece indefinido. Grande parte das alas do PT defende aguardar uma definição do senador Rodrigo Pacheco, que recentemente compartilhou uma "convocação" feita pela ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos, para que ele concorra ao governo de Minas.
Outra possibilidade para composição com Pacheco, caso ele decida concorrer, é o ex-Procurador-Geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, que se filiou ao PSB no mesmo evento que o senador, realizado em Brasília. Em declaração à Rádio Itatiaia, Jarbas afirmou estar disposto a entrar em uma disputa majoritária.
O fim da janela partidária, portanto, mantém o suspense sobre as definições eleitorais em Minas Gerais, com múltiplas possibilidades tanto para o campo alinhado a Lula quanto para o grupo ligado a Bolsonaro. As próximas semanas serão decisivas para a consolidação dos palanques políticos no estado.
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