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O PL se tornou o partido com o maior número de parlamentares na bancada mineira da Câmara Federal, enquanto PSD e PT se estabeleceram como as legendas majoritárias na Assembleia Legislativa de Minas Gerais após o encerramento da janela partidária.
Este período, que ocorreu entre 5 de março e 3 de abril, permitiu que deputados trocassem de sigla para disputar as eleições de 2026 sem risco de perderem seus mandatos.
As mudanças provocaram uma significativa reconfiguração no cenário político mineiro tanto em nível federal quanto estadual.
As alterações foram contabilizadas com base em informações dos próprios parlamentares e representantes dos partidos, em contatos realizados até as 18h da sexta-feira (3/4), com a possibilidade de outras mudanças terem ocorrido posteriormente, desde que informadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) até as 23h59.
Na bancada mineira da Câmara Federal, o PL registrou um crescimento expressivo, passando de 10 para 14 parlamentares, um aumento de 40%.
Com isso, a legenda ultrapassou o PT, que manteve seus 10 filiados com mandatos na Casa.
Entre as novas adesões ao PL estão as deputadas federais Greyce Elias e Delegada Ione, anteriormente do Avante, além dos deputados Dr. Frederico e Lafayette Andrada, que deixaram o Republicanos e o PRD, respectivamente.
Outros partidos também registraram crescimento na Câmara dos Deputados.
O PSD aumentou sua representação de cinco para seis parlamentares, enquanto o União Brasil passou de três para cinco integrantes.
O PP ganhou um deputado, indo de três para quatro representantes.
O PSOL, que contava com apenas uma parlamentar, agora tem duas após a filiação de Duda Salabert, que saiu do PDT.
A Rede, que não tinha representantes, passou a contar com o deputado André Janones, ex-Avante.
Por outro lado, algumas legendas sofreram reduções significativas.
O Avante viu sua bancada mineira diminuir drasticamente, passando de cinco para apenas um parlamentar.
O PRD reduziu de três para um único representante, enquanto o Solidariedade perdeu seus dois integrantes na bancada mineira.
Segundo interlocutores, estas mudanças em algumas siglas teriam sido estrategicamente planejadas pelos próprios dirigentes, visando cálculos eleitorais.
O PDT também encolheu, passando de dois para um parlamentar.
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o PSD assumiu a liderança ao chegar a 14 deputados, empatando com o PT, que também alcançou 14 representantes após as alterações na janela partidária.
O PL ficou como a terceira maior bancada, aumentando de 11 para 12 parlamentares.
O União Brasil teve um crescimento expressivo, passando de três para sete deputados.
Na sequência aparecem o PV, que ganhou um deputado, e o PP, que perdeu um, ambos com 5 parlamentares.
O encerramento da janela partidária também marcou o fim da representação de duas legendas na Assembleia Legislativa.
O PSOL perdeu sua única representante, a deputada Bela Gonçalves, que migrou para o PT.
Da mesma forma, o Mobiliza deixou de ter representação na Casa quando seu único deputado, Grego da Fundação, mudou para o União Brasil.
Agora, as legendas com mandato único na Assembleia são a Rede, que antes tinha dois deputados, o PRD, que anteriormente contava com três, e o MDB, que tem como único representante o presidente do Poder Legislativo, Tadeu Leite.