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O funkeiro MC Ryan recebeu habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (23), após ter sido preso pela Polícia Federal durante a Operação Narco Fluxo em Bertioga, litoral de São Paulo. A decisão foi celebrada pelo advogado Felipe Cassimiro, responsável pela defesa do artista, que compartilhou a notícia nas redes sociais. O cantor havia sido detido no dia 15 de abril, durante uma festa no bairro Riviera de São Lourenço, em uma megaoperação que visava desmantelar uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais que ultrapassavam R$ 1,6 bilhão.
Segundo o documento assinado pelo ministro Messod Azulay Neto, ficou evidenciada uma ilegalidade na decisão que decretou a prisão temporária de 30 dias do funkeiro. A Polícia Federal havia solicitado inicialmente um prazo de apenas cinco dias para a prisão temporária, período que já havia transcorrido. O STJ determinou que a prisão temporária deveria observar o prazo original de 5 dias, conforme a representação da autoridade policial.
A decisão também foi estendida aos corréus que tiveram prisão temporária decretada no mesmo caso O advogado Felipe Cassimiro comemorou efusivamente nas redes sociais com a mensagem "Fizemos história. Obrigada Deus". Em nota oficial, ele confirmou a decisão do STJ sobre a prisão de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, afirmando: "A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária".
A operação que resultou na prisão de MC Ryan também levou à detenção de outro funkeiro conhecido, MC Poze do Rodo, no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Aproximadamente 200 policiais federais foram mobilizados para cumprir 90 mandados judiciais em nove estados brasileiros e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos, equipamentos eletrônicos, armas e até um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo Segundo as autoridades, os envolvidos utilizavam um sofisticado sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.
A investigação também apontou o empresário Rodrigo Morgado como contador e operador financeiro do esquema da organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão. Com a decisão do STJ reconhecendo o erro processual no prazo da prisão temporária, MC Ryan e os demais envolvidos que se encontravam na mesma situação jurídica deverão ser liberados, a menos que existam outros motivos legais para mantê-los detidos.