
Vítima foi identificada como Antenor Pinto, de 70 anos - Redes Sociais/ Reprodução
Um idoso de 70 anos, Atenor Pinto, foi encontrado morto dentro de sua residência no bairro Icaivera, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na quarta-feira (22). O principal suspeito do crime, um jovem de 25 anos que, segundo fontes, mantinha relação íntima com a vítima, já foi detido pelas autoridades.
De acordo com testemunhas ouvidas pela Polícia Militar (PMMG), vizinhos relataram ter escutado o cachorro do idoso latir insistentemente durante a madrugada. Na manhã seguinte, uma vizinha notou os animais de estimação de Atenor Pinto soltos na rua e percebeu que o portão da residência estava aberto.
Ao entrar na casa para verificar, encontrou o corpo do idoso caído no chão e imediatamente acionou a polícia. O registro policial indica que a vítima havia frequentado um bar local no dia anterior ao crime, onde consumiu bebidas alcoólicas até por volta das 20h.
O médico que atestou o óbito identificou diversas perfurações nas costas de Atenor Pinto e um corte profundo na região do pescoço, evidenciando a brutalidade do ataque.
A investigação enfrentou dificuldades iniciais devido à ausência de câmeras de segurança nas proximidades da residência da vítima. No entanto, após diligências policiais, as autoridades conseguiram localizar e prender o jovem de 25 anos suspeito do crime. A arma utilizada no homicídio, uma faca, também foi apreendida durante a operação.
Em depoimento à Rádio Itatiaia, vizinhas de Atenor Pinto, que preferiram não ser identificadas, descreveram o idoso como uma pessoa tranquila, alegre e de "coração muito bom". Segundo os relatos, a vítima andava enfaixada por algum motivo não especificado e costumava receber muitas pessoas em sua residência.
"Está todo mundo sem entender. Até agora eu estou sem chão. Ele era uma pessoa muito boa, coração bom. (...) Todo mundo gostava, acolhia. Ele não fazia mal a ninguém. Ele era uma pessoa feliz. Todo mundo gostava dele. Está todo mundo, até agora, sem acreditar", afirmou uma das vizinhas em seu depoimento.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que ainda não se manifestou oficialmente sobre o andamento das investigações.