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Lula e PT reajustam relacionamento com STF após caso Master O caso Master provocou uma sobrecarga nos processadores políticos do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT). Em movimentos que parecem sincronizados, tanto o presidente quanto o partido estão reajustando suas estratégias para reconfigurar o relacionamento com o Supremo Tribunal Federal. Lula distanciou-se de Alexandre de Moraes enquanto o PT incluiu em sua agenda a cobrança de padrões éticos para o STF.
A mudança de postura começou a ficar evidente há duas semanas, quando Lula declarou ter aconselhado o "companheiro Alexandre" a "não jogar sua biografia fora" por conta do caso Master. Agora, o PT prepara a inclusão da reforma do Judiciário em seu programa partidário, com ênfase em um código de ética para o Supremo. A elaboração do documento que defende "padrões claros de integridade, transparência e responsabilidade institucional" para o STF ficou sob coordenação de José Dirceu. Vale lembrar que Dirceu foi condenado e preso nos escândalos do mensalão e do petrolão, mas em 2024 teve suas condenações na Lava Jato anuladas pelo ministro Gilmar Mendes, o que o liberou para concorrer a uma vaga de deputado.
Durante três anos e meio de governo, Lula tratou o Supremo como parceiro. Quando Donald Trump usou o que chamou de "inferno criminal" de Bolsonaro como justificativa para impor tarifas e sanções contra Moraes, Lula enfrentou a Casa Branca em defesa do ministro. No entanto, essa reconfiguração na postura não apaga o histórico de relacionamento, mas indica que a exaustão da solidariedade pode sinalizar uma campanha eleitoral particularmente acirrada em 2026. Se for necessário, analistas políticos avaliam que Lula não hesitará em criar um distanciamento retórico entre ele e o Supremo Tribunal Federal, estabelecendo uma clara separação estratégica para os próximos desafios eleitorais.