
Ex-secretário de Educação, Rossieli Soares - Foto: Dirceu Aurélio/ Imprensa MG
O governo de Minas Gerais afirmou que a exoneração do ex-secretário de Educação, Rossieli Soares, tem relação com uma investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e negou que a saída tenha sido definida "em comum acordo".
Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (28), o Executivo estadual informou que a decisão foi tomada pelo governador Mateus Simões (PSD) "em virtude de informações preliminares" da investigação, já encaminhadas "às autoridades competentes para a tomada de providências". O governo não detalhou o teor da apuração.
A exoneração foi comunicada na noite de segunda (27) e publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça. O novo secretário é Gustavo Braga, servidor estadual da carreira de especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental desde 2013.
Após o anúncio, a assessoria do ex-secretário chegou a divulgar nota informando que a saída teria sido "em decisão tomada de forma alinhada com o governo do estado", para que ele pudesse se dedicar à recuperação de uma cirurgia. O governo mineiro classificou a informação como "falsa" e afirmou que abrirá procedimento para apurar a responsabilidade pela nota "atribuída indevidamente" ao governo.
Em nova nota, Rossieli Soares afirmou que não teve acesso a informações preliminares da investigação da CGE e que, quando tiver conhecimento formal do conteúdo, se manifestará por meio de advogado. Ele reiterou que, durante sua gestão, não compactuou com práticas fora da legalidade, transparência e boa gestão pública.
Rossieli Soares assumiu a Secretaria de Educação de Minas Gerais em agosto de 2025. Ele já foi ministro da Educação na gestão de Michel Temer (MDB) e secretário de Educação de São Paulo, Amazonas e Pará.
* Com informações do g1 e Itatiaia