
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato do PL à Presidência da República, tem comunicado a seus aliados que não pretende incluir militares em cargos governamentais caso seja eleito. Esta postura marca uma diferença significativa em relação ao governo de seu pai, que contou com diversos militares em posições estratégicas.
O senador tem declarado em conversas reservadas que, embora pretenda "prestigiar" as Forças Armadas, acredita firmemente que "lugar de militar é no quartel". Esta filosofia reflete uma visão de separação mais clara entre as instituições militares e a administração civil do país. Nos bastidores políticos, Flávio Bolsonaro também tem compartilhado que aconselhava seu pai contra a mistura entre política e militares durante seu mandato presidencial.
Segundo relatos, o senador já previa que essa combinação poderia gerar complicações para o governo, opinião que agora parece orientar seus próprios planos políticos caso chegue ao Palácio do Planalto. Esta postura de Flávio Bolsonaro pode representar uma tentativa de distanciamento estratégico de aspectos controversos da gestão de seu pai, estabelecendo uma identidade política própria enquanto mantém a base de apoio familiar. A declaração surge em um momento em que o papel dos militares na política brasileira continua sendo tema de intensos debates após o governo Jair Bolsonaro.