
Foto: JusBrasil/Reprodução
Um pedreiro foi condenado pela Justiça de Apiaí (SP) a 26 anos e seis meses de prisão por estupro de vulnerável contra seu sobrinho-neto. Os crimes ocorreram de forma continuada entre 2018 e 2023, quando a vítima tinha entre nove e quatorze anos. O caso veio à tona em agosto de 2024, quando o pai da criança flagrou o agressor e o filho em circunstâncias que indicavam relação sexual.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o condenado se aproveitava de sua atividade profissional como pedreiro para cometer os abusos. Ele levava a criança como ajudante de obra, usando esse pretexto para praticar os estupros longe dos olhos dos familiares. A sentença foi publicada na quarta-feira (25) pela juíza Larissa Lamblet, que também determinou o pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil como reparação por danos morais à vítima. O pedido de indenização foi feito pelo promotor Renan Mendes Rodrigues.
Como o processo corre em segredo de Justiça para preservar a identidade da vítima, não foi possível confirmar se o homem já começou a cumprir a pena estabelecida. O nome do condenado também não foi divulgado pelos mesmos motivos de proteção à identidade do menor. É importante ressaltar que casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes apresentam sinais que podem ser identificados por pessoas próximas.
Mudanças bruscas de comportamento, medo excessivo de adultos específicos, conhecimento sexual inapropriado para a idade e isolamento social são alguns dos indicadores que merecem atenção. A condenação representa um importante passo na luta contra crimes sexuais envolvendo menores de idade, reforçando a necessidade de denúncia e a importância da atuação rápida da Justiça nesses casos.