
Vista de satélite do Estreito de Ormuz, localizado no Oriente Médio
O Estreito de Ormuz foi reaberto para navegação após um acordo de cessar-fogo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. Esta importante rota marítima, que conecta o Irã aos Emirados Árabes e Omã, voltou a registrar um grande fluxo de embarcações nesta quarta-feira (8), incluindo diversos navios petroleiros.
A plataforma de monitoramento de tráfego marítimo Vessel Finder registrou um aumento significativo na circulação de embarcações na região. Por volta das 10h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira, foi possível identificar vários navios petroleiros navegando pelo estreito, com embarcações de diferentes bandeiras, incluindo Singapura, Libéria e Hong Kong.
O impacto do bloqueio anterior foi substancial para o comércio global:
* De 1º de março a 7 de abril, apenas 307 embarcações conseguiram passar pelo Estreito de Ormuz, representando uma queda de 95% em comparação com o período anterior ao conflito, conforme dados da Kpler, proprietária da MarineTraffic.
* A empresa de monitoramento naval publicou no X (antigo Twitter) que o navio de carga NJ Earth, de propriedade grega, e o Daytona Beach, de bandeira liberiana, foram alguns dos primeiros a atravessar o estreito após a reabertura, passando respectivamente às 5h44 e 3h59, horário de Brasília.
O governo iraniano confirmou na terça-feira (7) o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos e anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, que será coordenada com as Forças Armadas do país islâmico por um período de duas semanas. Este anúncio veio após o presidente americano, Donald Trump, declarar que adiaria por duas semanas ataques contra Teerã, desde que o país reabrisse a rota marítima.
Em comunicado oficial, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Seyed Abbas Araghchi, agradeceu ao primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pelos esforços diplomáticos para encerrar o conflito na região. Araghchi afirmou que as forças armadas iranianas cessarão as "operações defensivas", condicionado à interrupção dos ataques contra o país.
A reabertura do Estreito de Ormuz representa um alívio significativo para o mercado global de energia, considerando que aproximadamente 20% do petróleo e gás natural mundial são transportados por essa rota estratégica.