
Imagens de Sirene policia
Uma mulher de 43 anos denunciou o marido por filmar sua filha de 14 anos durante o banho através de um buraco feito por ele na parede do banheiro. A descoberta ocorreu no último sábado (18) quando a mãe viu um vídeo publicado no status do WhatsApp de um número pouco utilizado pelo companheiro, ao qual ele não sabia que ela tinha acesso. O caso foi registrado no domingo (19) pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
A mulher vivia com o marido e a enteada dele na Região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Após ser confrontado sobre o crime, o homem deixou a residência e não foi mais visto. A mãe relatou que já desconfiava do comportamento do companheiro, principalmente pelo fato de ele usar dois celulares, mas nunca imaginou que ele pudesse gravar a própria enteada. "Quando vi o vídeo, não achei que fosse ela; pensei que fosse outra mulher. Ele tem dois celulares, e um deles ele escondia e não usava perto da gente, então nunca tivemos acesso. Isso sempre gerou desconfiança", disse a mãe. As informações são da Itatiaia.
"Ele fez um buraco no banheiro para gravar. Na hora, eu não percebi que era minha filha, mas vi que era o vídeo de uma mulher. Quando a imagem se aproximou, notei que era o corpo de uma menina e reconheci o banheiro. Não sei o que ele fez durante a gravação que mostrou o rosto dela, foi quando entrei em choque", acrescentou.
A primeira reação da mulher foi confrontar o marido, que dormia no quarto do casal. A discussão ocorreu em tom baixo, para não alertar familiares, mas foi interrompida com a chegada de uma sobrinha ao cômodo. No dia seguinte, ela voltou a confrontá-lo na casa da mãe dele, desta vez na presença de outros parentes. "Ele não negou. Confessou que perdeu a cabeça e disse não saber o que estava fazendo. Admitiu tudo na minha frente e também diante da mãe dele", afirmou a mulher.
Segundo ela, a dor é ainda maior por se tratar de alguém em quem confiava. O casal se conhecia há cerca de 18 anos, morava junto havia pelo menos sete e estava casado há três anos. "Não sei se existem outros vídeos, porque era um status. Não sei o que se passa na cabeça dele, nem há quanto tempo isso acontece. Isso dói profundamente, porque não sei o que ele fez ou o que poderia estar planejando", disse.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime e solicitou medida protetiva para a vítima. A investigação está em andamento na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, em Belo Horizonte. Para a mulher, além da dor, ficam o medo e a incerteza sobre possíveis outras situações. "Ele abalou completamente o nosso emocional. Não consegui trabalhar. Minha filha está com medo de ir à escola. Ontem precisei ir lá para ver como ela continuará os estudos, e tanto ela quanto eu estamos com medo de sair de casa. Temos medo de que algo aconteça com a nossa família. É uma situação muito difícil", desabafou.