
Foto: Agência Brasil
Belo Horizonte registra 106 óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano, incluindo quatro crianças. A gravidade da situação também se reflete nos 4.547 pedidos de internação no período, sendo 1.188 apenas para o público infantil. Entre janeiro e abril, as unidades de saúde da capital atenderam 135.080 pessoas com sintomas respiratórios, das quais 32.977 são crianças de 0 a 9 anos.
No dia 10 deste mês, a Prefeitura de Belo Horizonte decretou situação de emergência em saúde pública devido ao aumento dos casos de doenças respiratórias na cidade.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que monitora diariamente o cenário epidemiológico da cidade para garantir o cuidado necessário à população. "O município conta com um plano de enfrentamento que tem como objetivo ofertar assistência oportuna, segura e de qualidade, a fim de evitar o agravamento dos casos e óbitos. O plano é ativado de forma gradual, conforme a necessidade, e prevê a abertura de leitos e a ampliação de serviços", informou em nota.
A Prefeitura de Belo Horizonte destacou que nos últimos dias foram abertos 10 novos leitos pediátricos no Hospital Odilon Behrens. Nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos 153 centros de saúde já foram realizados mais de 135 mil atendimentos a casos respiratórios neste ano. Até o momento, 4.547 solicitações de internação relacionadas às doenças respiratórias foram realizadas.
"O município reforça a orientação para que as pessoas com sintomas mais leves, como coriza, tosse ou dores de cabeça e garganta, por exemplo, busquem acolhimento nos centros de saúde. Assim, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que funcionam todos os dias, por 24 horas, ficam voltadas para o cuidado de casos mais graves e urgentes. Outra opção para os casos mais leves são as teleconsultas, que seguem sendo ofertadas para maiores de 2 anos, de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h", afirmou a Secretaria.
A Secretaria Municipal de Saúde esclareceu ainda que uma eventual ampliação dos grupos para a Campanha de Vacinação contra a Gripe depende do Ministério da Saúde, já que é o órgão responsável pelas diretrizes que são repassadas aos municípios.