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Os bancos digitais se tornaram uma presença significativa no sistema financeiro brasileiro, ocupando metade do ranking das dez instituições financeiras com mais clientes no país. De acordo com dados do Banco Central, Inter, MercadoPago, Nubank, PagBank e PicPay somam aproximadamente 319 mil clientes, representando 38% do total de contratantes da lista.
O uso dessas plataformas digitais atravessa diferentes gerações, mas é especialmente impulsionado pela geração Z, que utiliza bancos digitais praticamente na mesma proporção que os tradicionais.
Uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) revelou dados importantes sobre a penetração dos bancos digitais no Brasil:
- 66% dos brasileiros da geração Z (pessoas entre 16 e 29 anos em 2025) possuem conta em bancos digitais, percentual quase idêntico aos 67% que são clientes de instituições bancárias tradicionais.
- Na população geral, a diferença é mais acentuada: 74% utilizam bancos tradicionais, enquanto 39% aderiram aos bancos digitais.
- A trajetória de adesão aos bancos digitais tem apresentado oscilações nos últimos anos. O percentual subiu de 36% para 39% entre 2022 e 2025, mas registrou queda em comparação a 2024, quando alcançou quase 44%.
O conhecimento sobre as opções digitais quase dobrou em quatro anos, passando de 23,9% em 2022 para 45,6% em 2025, indicando uma crescente familiaridade com essas alternativas bancárias. A pesquisa da Anbima também demonstra que a adesão aos bancos digitais varia significativamente conforme a faixa etária. Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, explica que o percentual de utilização diminui para apenas 7% entre os boomers (pessoas com mais de 65 anos). "O conjunto mostra que a inclusão financeira avança, mas a adoção do digital ainda é desigual. Pessoas mais jovens já operam com dupla porta de entrada e transitam entre canais, enquanto os boomers e a geração X têm preferência pelo modelo tradicional.
O resultado reforça a leitura de que o digital complementa, mas não substitui, o relacionamento bancário para parte significativa da população", afirmou Billi em comunicado à imprensa. Esse cenário evidencia que, embora os bancos digitais estejam ganhando espaço rapidamente no mercado financeiro brasileiro, especialmente entre os mais jovens, ainda existe um longo caminho a percorrer para conquistar as gerações mais velhas, que mantêm preferência pelo atendimento tradicional. A coexistência dos dois modelos parece ser a tendência para os próximos anos, com os bancos digitais complementando, mas não substituindo completamente, as instituições tradicionais.