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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, intensificou suas críticas aos aliados europeus em meio à crescente tensão no Estreito de Ormuz, focando especialmente no Reino Unido e na França pela ausência de participação mais ativa no conflito com o Irã. Em uma série de manifestações na rede social Truth Social nesta terça-feira, 31, Trump expressou forte insatisfação com a postura dos aliados tradicionais dos Estados Unidos, sugerindo mudanças significativas nas relações de cooperação militar.
Principais pontos das declarações de Trump
Em relação ao Reino Unido, Trump adotou um tom provocativo sobre a questão do combustível de aviação, sugerindo: "Comprem dos EUA, temos bastante". Foi além ao aconselhar: "juntem coragem, vão ao Estreito e simplesmente peguem" o petróleo. Quanto ao apoio militar americano, Trump foi enfático: "Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos. Os EUA não estarão mais lá para ajudar", direcionando sua crítica aos países que, segundo ele, não demonstraram apoio suficiente no conflito com o Irã.
Sobre a França, Trump expressou particular descontentamento pela decisão do país de impedir o sobrevoo de aviões com suprimentos militares destinados a Israel, classificando a nação europeia como "muito pouco útil" no confronto com o que denominou "carniceiro do Irã". A escalada nas tensões no Oriente Médio serve como pano de fundo para essas declarações, com os Estados Unidos ameaçando ampliar ataques contra a infraestrutura iraniana caso não se chegue a um acordo para encerrar o conflito.
Trump afirmou que o Irã foi "essencialmente dizimado" e que "a parte difícil já foi feita", sugerindo um enfraquecimento significativo de Teerã após as operações conjuntas entre EUA e Israel. Trump também mencionou supostas negociações com Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, embora autoridades de Teerã neguem a existência de qualquer diálogo direto.
Esta afirmação soma-se ao contexto de crescente pressão diplomática e militar na região. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia expressado anteriormente críticas à inação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nos confrontos, alinhando-se à postura de Trump de cobrar maior participação dos aliados no conflito.