Habeas corpus de Renê da Silva Nogueira Júnior será julgado em 9 de abril; defesa pede medidas alternativas, enquanto acusação afirma não haver novos elementos para libertação

Renê Júnior durante audiência de instrução
A Justiça analisará em abril um pedido de habeas corpus para Renê da Silva Nogueira Júnior, acusado pela morte do gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte. O julgamento está marcado para 9 de abril na 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A defesa do empresário argumenta que não há justificativa para manter a prisão preventiva, contestando a decisão de pronúncia ao júri popular por considerá-la genérica. Os advogados destacam que Renê Júnior é réu primário, possui bons antecedentes e endereço fixo, sugerindo medidas alternativas como monitoramento eletrônico.
Este representa o primeiro pedido direto de soltura, já que anteriormente a estratégia da defesa focava em tentativas de anulação do processo.
O advogado da família da vítima, Tiago Lenoir, afirma: "A defesa dele já requereu já apontou, na verdade, diversas nulidades nesse processo, segundo entendimento deles. E todas essas nulidades que eles apontaram foram indeferidas".
Lenoir demonstra confiança na manutenção da prisão e espera um rápido encaminhamento ao júri popular: "O processo tramitou regularmente, ele foi devidamente pronunciado, ele tem o direito obviamente de recorrer dessa decisão de pronúncia. Nós esperamos que o Tribunal de Justiça ratifique a denúncia e que ele seja levado a júri popular o quanto antes para ser devidamente condenado pela sociedade de Belo Horizonte".
A defesa de Renê Júnior não se manifestou até o momento.