Suspeito de 31 anos foi solto após audiência e não pode deixar a cidade sem autorização

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A Justiça mineira concedeu liberdade provisória ao homem de 31 anos que foi preso após furtar um rabecão do Instituto Médico-Legal (IML) André Roquette, em Belo Horizonte. O incidente, que ocorreu na sexta-feira (27), foi registrado por câmeras de segurança e teve seu desfecho em audiência de custódia realizada no domingo (29/3).
Durante a audiência, o juiz determinou que não havia necessidade de manter a prisão preventiva do suspeito, considerando que ele não representa risco à ordem pública ou à investigação. Como medida cautelar, o homem está proibido de se ausentar de Belo Horizonte sem autorização judicial.
O advogado de defesa, Levindo Queiroz Neto, apresentou a justificativa de que seu cliente agiu por desespero, após tentar sem sucesso obter atendimento para seu filho de 4 anos em três órgãos públicos diferentes.
"A motivação para essa atitude [o furto] vai ser esclarecida na investigação. Por mais que soe de forma estranha, meu cliente jamais teve intenção de cometer qualquer tipo de ato doloso. Ele encontrou, na atitude dele, uma forma de protesto, revoltado e preocupado com o filho, de 4 anos de idade. Não conseguir atendimento é muito frustrante", declarou o advogado.
O incidente ocorreu por volta das 5h da manhã, quando o suspeito foi flagrado pelas câmeras de segurança do IML André Roquette, localizado no bairro Gameleira, região Oeste de BH. As imagens mostram o homem, vestindo uma blusa branca, se aproximando do muro da instituição, escalando-o e correndo em direção ao veículo estacionado no interior do local.
A defesa contestou comentários negativos surgidos na internet que sugeriam que o ato teria sido realizado apenas para chamar atenção. "Surgiram muitos comentários negativos na internet, como se ele quisesse aparecer, como se sua situação psicológica fosse passível de ignorar. Não é possível deixar de tratar, no Direito, de forma humana. É isso que faz o Direito ser diferente das outras ciências", ressaltou o advogado.
O caso seguirá em investigação, com o suspeito respondendo ao processo em liberdade, devendo comparecer aos atos processuais quando solicitado pela Justiça.