Gisele relatou ciúmes possessivos do marido

‘Qualquer hora me mata’: PM morta com tiro na cabeça se queixou de ciúmes em mensagem
Mensagens enviadas pela soldada Gisele Santana a uma amiga, antes de sua morte por tiro na cabeça no mês passado, revelaram o medo que ela sentia do próprio marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto. As conversas, apresentadas pela defesa da família de Gisele, expõem uma relação marcada por ciúmes excessivos e comportamento controlador.
Em uma das mensagens compartilhadas com uma amiga, Gisele demonstrou preocupação com sua segurança: “Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham”.
* O depoimento da mãe de Gisele Santana à polícia reforçou o padrão de comportamento abusivo, revelando que a filha sofria diversas restrições em seu cotidiano
* A soldada era proibida de usar batom, salto alto e perfume, além de ser rigidamente cobrada quanto às tarefas domésticas
* Quando manifestou desejo de separação, Gisele teria recebido uma foto do marido apontando uma arma para a própria cabeça, interpretada como ameaça
Geraldo Neto nega a acusação de feminicídio e mantém a versão de suicídio. Em entrevista ao Domingo Espetacular, ele afirmou que encontrou a esposa morta após pedir a separação. Segundo seu relato, não havia brigas no relacionamento, apenas discussões por ciúmes, e ele teria tentado se divorciar três vezes, sem sucesso devido à recusa de Gisele.
O caso ganhou novos contornos após laudos indicarem lesões no corpo de Gisele Santana e sinais de desmaio antes do disparo fatal. O documento pericial descreve marcas “contundentes” provocadas “por meio de pressão digital e escoriação compatível com arranhões característicos de marcas de unhas”.
A família da vítima apresentou evidências de que o tenente-coronel monitorava as mensagens da esposa, reforçando as alegações de comportamento controlador. O caso segue em investigação.