
Pizzaria suspeita de causar intoxicação na PB
Um grave caso de intoxicação alimentar em Pombal, no Sertão da Paraíba, resultou em mais de 100 pessoas hospitalizadas e uma morte após o consumo de alimentos em uma pizzaria local. O caso, que teve início em 15 de março, ganhou novos desdobramentos com a divulgação de um laudo do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PB) que confirmou níveis elevados de bactérias nos alimentos do estabelecimento.
Cronologia dos eventos principais:
* No domingo, 15 de março, mais de 100 pessoas buscaram atendimento médico na UPA e no Hospital Regional de Pombal após consumirem alimentos na pizzaria. Os pacientes apresentaram sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia.
* Na segunda-feira, 16 de março, a Vigilância Sanitária Municipal realizou a interdição do estabelecimento como medida preventiva.
* Em 17 de março, Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, faleceu no Hospital Regional de Pombal após apresentar quadro grave de infecção. A vítima havia consumido uma pizza de carne de sol na nata no estabelecimento.
* Durante vistoria realizada pela Vigilância Sanitária Estadual, foram encontradas diversas irregularidades no local, incluindo presença de insetos, problemas de conservação dos alimentos e equipamentos oxidados.
O proprietário do estabelecimento, um jovem de 24 anos, manifestou-se publicamente afirmando estar colaborando com as investigações: "Jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida".
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, Ministério Público da Paraíba e Agência Estadual de Vigilância Sanitária. O laudo do Lacen-PB, divulgado em 28 de março, identificou alta concentração das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli nas amostras de alimentos analisadas.
O secretário de saúde da Paraíba, Ari Reis, informou que "ainda não se pode atribuir a alta concentração de bactérias como causa do óbito", mas confirmou que "os alimentos foram mal manipulados".
Novas análises estão sendo realizadas em laboratório fora do estado para identificação de toxinas no sangue, com prazo de até 15 dias úteis para divulgação dos resultados.
Uma perícia inicial no corpo da vítima não identificou sinais clássicos de intoxicação alimentar, segundo o perito Luiz Rustenes, e exames toxicológicos complementares ainda estão em andamento para esclarecer a causa da morte.
O caso continua sob investigação das autoridades competentes, que buscam determinar as circunstâncias exatas que levaram ao surto de intoxicação e à morte da cliente.