Ex-primeira-dama afirma que prioridade é cuidar do marido, que recebeu prisão domiciliar após internação por broncopneumonia

michelle bolsonaro
Michelle Bolsonaro, pré-candidata ao Senado pelo Partido Liberal, declarou nesta sexta-feira, 27, que está disposta a renunciar a "qualquer coisa" para se dedicar aos cuidados do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que retornou para casa após receber alta hospitalar e prisão domiciliar.
O ex-presidente passou duas semanas internado no hospital DF Star, em Brasília, tratando um quadro de broncopneumonia após passar mal em sua cela na penitenciária da Papudinha. A condição de saúde levou o ministro Alexandre de Moraes a conceder prisão domiciliar por 90 dias para tratamento.
Declarações e Nova Rotina
Em coletiva de imprensa em frente ao condomínio Solar de Brasília, Michelle afirmou: "Atividade política zero por enquanto. Estou ainda de licença, estou aqui para cuidar dele. A minha prioridade sempre vai ser o meu marido e as minhas filhas. Se eu tiver que renunciar qualquer coisa pela minha família, eu renuncio." * A ex-primeira-dama explicou que Bolsonaro necessitará de uma rotina específica de fisioterapia e alimentação adequada. Ela demonstrou preocupação especial com o quadro de refluxo do marido, explicando que "Não tem nada a ver com a alimentação ele ter broncoaspirado. É justamente porque ele tem esse quadro de refluxo."
Contexto Político
Michelle é pré-candidata ao Senado no Distrito Federal, fazendo chapa com a deputada federal Bia Kicis, ambas pelo PL. O cenário político familiar ganhou novos contornos após o senador Flávio Bolsonaro ser escolhido como pré-candidato à Presidência da República.
Condição Médica
O médico Brasil Caiado, da equipe do DF Star, detalhou que a pneumonia ainda está em tratamento: "Não podemos dizer que está curado. Encerrou-se a fase hospitalar. Continua-se o tratamento de forma diferente, com fisioterapia respiratória e motora e reabilitação cardiopulmonar em casa." Vale lembrar que Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação pelo STF por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, entre outros crimes, relacionados aos eventos pós-eleição de 2022.